Histórias que se reencontram, saberes que se compartilham

Encontro de extensão promove troca de experiências e valorização da pessoa idosa

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A troca de experiências, a valorização dos saberes e o fortalecimento dos vínculos entre gerações marcaram o encontro de extensão “Histórias que se reencontram, saberes que se compartilham”, promovido pelo Instituto Federal da Paraíba nessa terça-feira, 20 de outubro, na Livraria União, em João Pessoa. A programação reuniu integrantes do Núcleo de Extensão Ainda é Tempo de Viver e do grupo Idosos Mais Felizes, em uma celebração do envelhecimento ativo, da convivência e da aprendizagem ao longo da vida.

O encontro destacou a importância da extensão como instrumento de aproximação entre o IFPB e a comunidade, por meio de iniciativas que promovem o bem-estar, a inclusão social e a valorização das pessoas idosas. A programação contou com o lançamento do livro “Ações interativas na promoção do bem-estar de pessoas idosas: 12 anos do Núcleo Ainda é Tempo de Viver”, de autoria da servidora aposentada e coordenadora do núcleo, Beatriz Alves.

“Ao finalizar esse livro, tenho o pressentimento de que não foi contado tudo o que tínhamos para contar, muito embora sinta que muito pouco foi feito e que há muito a se fazer. Esse sentimento nos alimenta, revigora-nos e nos serve de estímulo para darmos os próximos passos em prol dessa causa, mesmo que sejam passos curtos, pois, como diz Fernando Pessoa: ‘Tudo vale a pena se a alma não é pequena’”, afirmou Beatriz.

Criado em 2014, o Núcleo de Extensão “Ainda é Tempo de Viver” é formado por servidores e estudantes do IFPB, além de integrantes da comunidade beneficiária vinculada à Igreja Sagrada Família, em Mangabeira IV. O núcleo desenvolve ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, com foco na valorização de saberes, na educação para a saúde e o bem-estar e na conscientização para o exercício da cidadania.

Já o grupo “Idosos Mais Felizes” integra o Programa Resilidade e, atualmente, tem suas atividades desenvolvidas no Campus Cabedelo Centro. A dança é o eixo central do projeto, reunindo movimento, expressão artística e valorização das memórias e dos saberes das participantes. As atividades contribuem para a saúde, o bem-estar, a mobilidade, o equilíbrio e a autonomia nas tarefas cotidianas, além de fortalecer a autoestima e os vínculos de amizade. Durante o encontro, o grupo apresentou o espetáculo “Geração Twist”.

Para a professora Sílvia Cláudia Andrade, coordenadora do grupo, a participação das pessoas idosas no ambiente institucional é uma forma de ampliar o diálogo entre gerações e combater estereótipos. “Na realidade, trabalhar com a pessoa idosa é muito importante, principalmente quando se tem pais idosos, diante da nossa responsabilidade. Então, me veio um questionamento: por que não tratar desse assunto dentro de uma instituição que tem a maioria de sua participação jovens? É nosso dever mostrar que os idosos também podem participar do nosso instituto, dançando e compartilhando suas vivências”, destacou.

Os relatos das participantes evidenciam o impacto das atividades na rotina e na qualidade de vida. Maria José Costa, de 79 anos, integrante do grupo em Cabedelo, ressaltou o acolhimento proporcionado pelos encontros. “É uma maravilha. Às vezes, a gente sai de casa contrariada e a gente se sente acolhida e respeitada. São momentos agradáveis e a gente sente o carinho que a equipe tem com a gente”, afirmou.

Já Marisa Gusmão, de 84 anos, participante das atividades em Mangabeira, destacou as oportunidades de aprendizagem e convivência oferecidas pelo núcleo. “Nós aprendemos a fazer fuxico, flores, a pintar... é tudo tão maravilhoso. É, tanta coisa boa que acontece. Sinceramente, eu amo de coração esse grupo. Só vou deixar ele no dia que Deus quiser”, relatou.

A pró-reitora de Extensão e Cultura, Josi Batista, reforçou a importância de políticas e ações institucionais que alcancem diferentes faixas etárias. “Ver a Extensão e a Cultura do IFPB promovendo ações para todas as idades é muito gratificante. É importante saber que a nossa instituição pública pode chegar a todas as gerações”, afirmou.

Verônica Rufino - Proexc