IFPB avança no Índice de Maturidade em Integridade Pública e alcança pontuação de 4.337

Em menos de um ano, a instituição obteve um crescimento de 225% na pontuação

IFPB Avança em Integridade Pública.png

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) vem avançando na estruturação de sua gestão da integridade. Em menos de um ano, a pontuação institucional no Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP), da Controladoria-Geral da União (CGU), passou de 1.334 para 4.337 pontos, conforme os resultados informados pela instituição.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Integridade e Governança do IFPB, Bruno Cabral, o avanço representa um crescimento de aproximadamente 225% em relação à pontuação inicial. Mais do que evidenciar a evolução numérica, o indicador permite acompanhar o desenvolvimento das estruturas, dos processos e das práticas voltadas à promoção da integridade na Administração Pública.

Modelo de Maturidade em Integridade Pública 

O Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP) é uma referência metodológica desenvolvida pela CGU para apoiar a avaliação e o aprimoramento da gestão da integridade nos órgãos e entidades públicas. O modelo permite identificar o estágio de desenvolvimento das práticas institucionais, reconhecer avanços e orientar ações para superar lacunas.

Na versão original do modelo, os cinco níveis de maturidade são classificados como Inicial, Padronizado, Integrado, Gerenciado e Otimizado. Cada nível representa um estágio de desenvolvimento das práticas de integridade, desde iniciativas que dependem de esforços individuais até formas mais articuladas, estratégicas e continuamente aprimoradas de atuação institucional.

O modelo considera dimensões relacionadas à governança e à estrutura organizacional para a integridade, à capacidade organizacional e à gestão e ao desempenho da integridade. Dessa forma, o indicador não deve ser compreendido apenas como uma pontuação isolada, mas como um instrumento de diagnóstico e orientação para a melhoria contínua.

Atualmente, o IFPB trabalha na consolidação do nível 3 de maturidade em integridade, denominado Integrado na versão original do Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP). Esse estágio caracteriza-se pela internalização das práticas de integridade e sua incorporação aos processos e às rotinas institucionais.

A instituição também apresenta avanços em práticas associadas aos níveis superiores de maturidade, com características relacionadas aos níveis 4 e 5, denominados, respectivamente, gerenciado e otimizado na versão original do modelo. Esses níveis estão associados a uma atuação mais estratégica e à articulação das práticas de integridade com a gestão institucional e com as partes interessadas.

Essa coexistência é compatível com a lógica do modelo: uma instituição pode apresentar avanços em determinadas práticas sem que isso signifique o alcance integral de um nível superior de maturidade. Por essa razão, o resultado deve ser interpretado considerando tanto o estágio de referência da instituição quanto a evolução dos componentes avaliados. O desafio consiste em consolidar as práticas já desenvolvidas, ampliar sua integração e fortalecer sua aplicação no cotidiano da organização.

Da estruturação à prática: o desafio de integrar a gestão da integridade

O avanço da maturidade depende da capacidade de transformar princípios, normas e instrumentos em práticas incorporadas à gestão. Isso envolve a articulação entre as unidades responsáveis pela integridade e as áreas que executam os processos institucionais.

O avanço da maturidade depende da capacidade de transformar princípios, normas e instrumentos em práticas incorporadas à gestão. Isso envolve a articulação entre as unidades responsáveis pela integridade e as áreas que executam os processos institucionais.

No IFPB, iniciativas como o Sistema Integrado de Gestão da Integridade buscam fortalecer a articulação entre áreas que atuam em temas como ética, ouvidoria, corregedoria, combate ao assédio e à discriminação, transparência, acesso à informação e gestão de pessoas.

Apresentado institucionalmente em fevereiro de 2026, o sistema foi concebido para conectar essas áreas e fortalecer os fluxos de comunicação e cooperação entre as instâncias envolvidas na promoção da integridade.

A gestão de riscos, o monitoramento das ações do Plano de Integridade e a disseminação de orientações também contribuem para aproximar a agenda de integridade dos processos de planejamento, execução e acompanhamento das atividades institucionais.

O resultado esperado é uma gestão em que a integridade não permaneça restrita a documentos ou a setores específicos, mas seja considerada nas decisões, nos controles e nas responsabilidades das diferentes unidades.

Um indicador para orientar a melhoria contínua

A evolução de 1.334 para 4.337 pontos sinaliza um avanço expressivo na avaliação informada pela CGU. Entretanto, a pontuação, por si só, não comprova a efetividade de todas as medidas implementadas nem substitui o acompanhamento dos resultados concretos das ações de integridade.

O indicador deve servir de referência para identificar oportunidades de melhoria, orientar prioridades e acompanhar a consolidação das práticas institucionais. A continuidade desse processo depende da participação das unidades responsáveis, do compromisso da gestão e da incorporação progressiva da integridade às rotinas de trabalho.

O objetivo é fortalecer uma cultura institucional orientada pela ética, pela transparência, pela prevenção de irregularidades e pela realização do interesse público.

Com informações do  Núcleo de Integridade e Governança do IFPB