Estudantes do IFPB disputam etapa nacional da Huawei ICT Competition 2025-2026
Uma novidade desta edição é que o Instituto tem uma equipe composta exclusivamente por mulheres
Nove estudantes do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) avançaram para a fase nacional da Huawei ICT Competition 2025-2026, cujo objetivo é promover o desenvolvimento de talentos na área tecnológica e aproximar o setor acadêmico das demandas do mercado de trabalho global. O evento, considerado um dos maiores torneios internacionais de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), ocorrerá nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Brasília.
Nesta etapa, os competidores passarão por uma avaliação individual composta por 150 questões, com duração total de 120 minutos. O exame abrange conhecimentos técnicos em: Arquitetura de serviços; Inteligência Artificial (IA); e Computação em nuvem (cloud computing).
A delegação do IFPB foi definida após um processo de seleção interna realizado no segundo semestre de 2025. Para a fase nacional, o Instituto classificou equipes nas categorias Network (Redes), Cloud (Nuvem) e Computing (Computação). Os times do IFPB aprovados são:
Trilha Computing: Clara Alcântara, Anna Milagres Albino de Oliveira e Maira Fernandes. Tutora: professora Anne Karine Alves;
Trilha Cloud: Pedro Henrique Barbosa de Souza, João Pedro Marques de Araújo Aragão Rodrigues e Ryan Correia. Tutor: professor Michel Coura Dias;
Trilha Network: José Silvestre da Silva Galvão, Jonatas Gabriel Evangelista da Silva e Joseffer Maxwel Oliveira das Mercês. Tutor: professor Marcelo Portela Sousa.
Mentor da equipe de Network, o professor Marcelo Portela atribui o resultado ao empenho dos estudantes. “Esse resultado reflete não apenas o desempenho individual dos alunos, mas também o compromisso coletivo com a excelência, a disciplina e a busca por certificações e padrões internacionais de qualidade”.
Para o professor Michel Coura Dias, idealizador da competição interna que escolheu os representantes locais do Instituto e mentor do time de Cloud, a classificação é motivo de grande satisfação.
“Representa grande orgulho para todos nós, especialmente para a nossa equipe da trilha de Cloud, cujo resultado reflete o empenho, a dedicação e o alto nível técnico dos estudantes”, afirmou. Ele também agradeceu o apoio da gestão, na figura da reitora Mary Roberta Mary Marinho, pelo incentivo constante às iniciativas acadêmicas.
O professor Michel Dias destacou que, em 2026, o IFPB conta com uma equipe formada exclusivamente por alunas e acompanhada por uma tutora na final nacional da competição. “Isso reforça nosso compromisso com a excelência e com a inclusão de mulheres em iniciativas ligadas à ciência e à tecnologia”, afirmou.
A classificação é resultado de uma iniciativa de 2025, quando o Instituto abriu inscrições exclusivas para mulheres na trilha Computing, o que atraiu um volume expressivo de candidatas. O grupo classificado reúne duas estudantes de João Pessoa e uma de Campina Grande.
Para a mentora Anne Karine Alves, liderar um time composto apenas por mulheres é significativo. “A experiência é muito boa. Trata-se de uma inovação não apenas para o IFPB, mas para a própria Huawei, ao consolidar um time exclusivamente feminino. O instituto lidera essa iniciativa e já observamos, no grupo de tutores nacionais, um aumento na participação de meninas na competição".
Conforme a docente, esse crescimento é reflexo das políticas internas de incentivo à presença feminina na tecnologia. "Fico muito honrada. Além do conhecimento técnico, as estudantes desenvolvem a capacidade de trabalho em equipe e habilidades socioemocionais (soft skills). Isso é muito importante para o próprio mercado de trabalho. Como instituição, ficamos felizes com a evolução dessas alunas", concluiu.
Equipes do IFPB incluem novatos e veteranos na competição de tecnologia
O IFPB tem histórico de pódios em edições nacionais e internacionais da competição. Em 2025, o Instituto conquistou o tetracampeonato na trilha Cloud, superando dezenas de países. Na fase global da edição 2023-2024, o instituto alcançou o primeiro lugar na trilha Innovation. Na mesma ocasião, o IFPB obteve a segunda e a terceira colocações nas categorias Network e Cloud, respectivamente.
Entre os representantes deste ano, há novatos e veteranos como o estudante Pedro Henrique de Souza. "Participar novamente da competição é motivo de muita gratidão e entusiasmo. Eu competi na edição 2023–2024, quando tive um contato mais profundo com Big Data e me apaixonei definitivamente pela área de dados, especialmente Engenharia e Ciência de Dados. Nesta edição 2025–2026, retorno ainda mais motivado, agora aprofundando meus estudos em Inteligência Artificial”, afirmou.
Para Pedro Henrique, a mescla entre experiência e novos talentos é um diferencial para o desempenho do grupo. "Estamos nos preparando com disciplina e maturidade, buscando não apenas revisar conteúdos, mas compreender como esses serviços se conectam e são aplicados na resolução de problemas reais", afirmou o estudante. Segundo ele, o foco do treinamento está no impacto prático das tecnologias e na representação institucional.
Além da participação no evento, Pedro Henrique teve um artigo sobre sua trajetória selecionado para uma coletânea do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A coletânea completa, publicada pelo Conif, pode ser acessada aqui.
Rotina intensa de estudos - Na trilha Computing, a expectativa é elevada. “Nosso time é formado 100% por mulheres, o que torna a conquista especial em uma área que ainda enfrenta desafios relacionados à representatividade feminina”, disse a estudante Maira Fernandes. “Estar nessa etapa é também uma forma de mostrarmos que nós pertencemos a esse espaço, e que somos capazes e estamos preparadas para competir em alto nível”, ressaltou.
A rotina das estudantes inclui organização dos cronogramas, divisão de conteúdos, revisão de provas anteriores, aprofundamento em temas complexos e treino de gestão do tempo. “Nesta reta final, estamos ainda mais unidas e nos apoiando bastante. Seguimos intensificando nossos estudos e promovendo trocas constantes entre nós. A trajetória na competição continua, e estamos felizes por viver essa experiência e por representar o IFPB, especialmente suas alunas, em uma competição tão relevante. O fato de sermos a única equipe formada exclusivamente por mulheres na categoria Computing torna tudo ainda mais especial”, afirmou Clara Alcântara.
Já o estudante Joseffer Maxwel, da trilha Network, reforçou o caráter transformador da experiência. “Tem sido um momento de muita dedicação por parte de toda a equipe, em que cada integrante tem dado o seu melhor, com empenho e comprometimento. É extremamente gratificante saber que avançamos para a etapa nacional, ao lado de inúmeras equipes de alto nível", disse. Para ele, a competição proporciona também crescimento pessoal. “Além do conhecimento técnico adquirido, há também um forte desenvolvimento humano, marcado por intensa interação, colaboração e superação em equipe".
Texto e fotos: Angélica Lúcio - Jornalista da DGCOM/IFPB







