Campus Sousa celebra formatura da primeira turma do Curso de Agente de Informações Turísticas
Curso qualifica profissionais para fortalecer o turismo regional e valorizar o patrimônio cultural, arqueológico e paleontológico do Sertão paraibano
O Campus Sousa realizou, no último dia 29, a solenidade de formatura dos alunos concluintes do Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de Agente de Informações Turísticas. A cerimônia reuniu autoridades, docentes, pesquisadores, familiares e convidados para celebrar a conclusão de uma importante etapa na formação profissional dos participantes e marcar a consolidação de uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento do turismo regional.
Com duração de quatro meses e carga horária total de 303 horas, distribuídas em 16 disciplinas, o curso proporcionou aos estudantes conhecimentos teóricos e práticos voltados ao atendimento turístico, hospitalidade, patrimônio cultural, desenvolvimento regional e outras áreas essenciais para a atuação profissional no setor.
A mesa de honra foi composta pelo secretário municipal de Turismo de Sousa, Fernando Macena; pelo professor Fábio Cortes, representando a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba; pelo professor Francisco de Sales Filho, representando a direção do Campus Sousa; pelo professor Marcelo Brandão, representante do corpo docente do curso; pelo professor Eliabe de Sousa, coordenador do Curso de Agente de Informações Turísticas; e pela professora Rackynelly Soares, pesquisadora do IFPB Campus Sousa e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ).
Durante a solenidade, foram apresentados os resultados alcançados ao longo da formação, destacando as competências desenvolvidas pelos estudantes e a relevância da qualificação profissional para o fortalecimento do turismo local. Os formandos também compartilharam experiências e relataram os aprendizados construídos ao longo do curso.
Entre os formandos, João Dias Pereira destacou o papel do turismo como instrumento de transformação social e combate ao preconceito, especialmente em relação aos povos ciganos. Segundo ele, a interação entre visitantes e comunidades contribui para desconstruir estereótipos e ampliar o conhecimento sobre diferentes culturas. “O turismo não proporciona apenas emoções e experiências, também promove educação”, ressaltou o estudante.
O coordenador do curso, professor Eliabe de Sousa, enfatizou que a conclusão da formação representa uma conquista para todo o território sertanejo. Ele destacou as riquezas turísticas da Paraíba, especialmente seu patrimônio paleontológico, cultural, gastronômico e as tradições populares. “Vocês escolheram uma área que vai muito além de apresentar lugares. Vocês escolheram acolher pessoas, contar histórias”, afirmou o coordenador aos novos profissionais.
Já a professora Rackynelly Soares lembrou que a implantação do curso atendia a uma demanda histórica da região. De acordo com ela, registros institucionais antigos já apontavam a necessidade de uma formação voltada ao turismo, concretizada apenas em 2026. “O território pedia por este curso há muitos anos. À medida que a formação avançava, surgiam oportunidades de emprego para os alunos, demonstrando o quanto essa iniciativa era urgente e necessária para Sousa e região”, destacou.
O curso integra um projeto mais amplo voltado à preservação do patrimônio geopaleontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe, coordenado pelo pesquisador Fábio Faria, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (SECTIES), a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ) e a Prefeitura Municipal de Sousa.
*Verõnica Rufino - Proexc

