Oficinas do Pulsar exploram produção de biocombustíveis e tratamento da água

Atividades do segundo dia do evento abordaram alternativas sustentáveis

O segundo dia do XXI PULSAR 2026, nesta quinta-feira (15), contou com oficinas que aproximaram os participantes de práticas sustentáveis e aplicações da Química. No IFPB Campus João Pessoa, duas atividades exploraram a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e o uso de materiais naturais no tratamento da água.

Na oficina “Sustentabilidade no ensino de Química: produção de etanol — a cana-de-açúcar como fonte renovável para a produção de biocombustível”, ministrada por Janainy Geisa Leite Gomes Juca, Igor Emanuel Rodrigues de Medeiros e Gabriel da Silva Galvão, os participantes conheceram as etapas de produção do etanol, desde a fermentação dos açúcares até a destilação, processo utilizado para separar e concentrar o álcool. A atividade também apresentou equipamentos para a produção experimental e a medição do teor alcoólico.

A proposta incluiu a demonstração de um sistema alternativo de destilação, construído com materiais de baixo custo, e sua comparação com o método convencional. A iniciativa busca relacionar conceitos químicos, como separação de misturas, ponto de ebulição e mudanças de estado físico, a práticas experimentais acessíveis, que podem contribuir para o ensino de Química em instituições com infraestrutura limitada.

Já a oficina “Saberes Indígenas no Tratamento Sustentável da Água”, ministrada por Gabriel Felipe Oliveira Alves e outros estudantes do PET de Química, destacou a contribuição dos conhecimentos tradicionais dos povos originários para o desenvolvimento de práticas de cuidado com os recursos hídricos. A atividade discutiu fontes de poluição da água, como esgoto, resíduos industriais, atividades agropecuárias e microplásticos, além das etapas do tratamento convencional realizado nas estações de tratamento.

Os participantes também conheceram alternativas naturais aos coagulantes químicos utilizados nesse processo, com experimentos envolvendo moringa, quiabo e conchas de mariscos.

A oficina também promoveu uma discussão sobre o reconhecimento das contribuições de mulheres indígenas para a preservação dos recursos hídricos e a construção do conhecimento científico. A proposta foi valorizar saberes transmitidos entre gerações e ampliar o debate sobre a participação feminina na Ciência.

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Daniela Espínola – jornalista do IFPB