Equipe de robótica do IFPB conquista Prêmio INOVAÇÃO OBR 2026

Estudantes do GREL desenvolveram um robô seguidor de linha e foram premiados durante a Olimpíada Brasileira de Robótica

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O Grupo de Robótica Educacional Livre (GREL) do IFPB Campus João Pessoa conquistou o Prêmio INOVAÇÃO OBR 2026. Os estudantes participaram das etapas da Olimpíada Brasileira de Robótica, realizadas nos dias 12 e 19 de setembro.

Para participar da competição, a equipe desenvolveu um robô seguidor de linha para a modalidade Resgate no Plano. O projeto foi construído pelos próprios estudantes, que participaram das diferentes etapas de criação e preparação do protótipo.

Segundo o professor Thiago de Carvalho Batista, os estudantes que formam a equipe deste ano são novatos em competições representando o IFPB. Por isso, participar da OBR também foi uma oportunidade de conhecer de perto uma competição nacional de robótica.

“Como os alunos do grupo de robótica deste ano são novatos em competição pelo IFPB, as etapas foram de fundamental importância para que os estudantes tivessem a vivência de competir em uma olimpíada nacional”, explica Thiago.

Participação dos estudantes

Uma das principais características do GREL é o protagonismo dos estudantes. Os professores acompanham e orientam as atividades, mas são os próprios alunos que trabalham na construção e no desenvolvimento dos robôs.

O estudante Charles Araújo de Andrade, do 2º ano do curso Técnico Integrado em Eletrotécnica, atuou na programação e na montagem do robô. Para ele, o pouco tempo de preparação foi um dos principais desafios da equipe. “Tivemos pouco mais de um mês para desenvolver, montar e testar o robô. Isso exigiu bastante organização e trabalho em equipe”, conta.

Sobre a premiação, Charles destaca o reconhecimento do trabalho desenvolvido. “Fiquei muito feliz por ver o nosso esforço sendo reconhecido. Ver o nosso robô sendo destacado pela inovação foi muito gratificante”, afirma.

Já o estudante Miguel Ribeiro da Costa, do 2º ano do curso Técnico Integrado em Eletrotécnica, ficou mais voltado à montagem do robô, principalmente ao posicionamento dos sensores. “A gente teve que testar bastante, errar, descobrir o que estava dando errado e ir melhorando aos poucos. Foi trabalhoso, mas muito gratificante ver o robô evoluindo”, conta.

O professor Erik Farias explica que a preparação começa com a entrada dos estudantes no grupo. Os interessados se inscrevem no GREL e passam por uma entrevista. Depois, começam a participar das atividades e têm acesso ao espaço e aos recursos necessários para desenvolver seus projetos, contando inicialmente com a orientação dos professores e dos integrantes mais experientes.

A dedicação ao longo desse processo é importante para o desenvolvimento das equipes. “O treinamento depende muito da vontade do estudante. Em geral, os mais animados persistem e conseguem bons resultados no final”, afirma Erik.

Cultura maker e inovação

O trabalho do grupo também é baseado na cultura maker, que incentiva os estudantes a aprenderem por meio da criação e da experimentação. Na prática, eles participam da construção dos protótipos desde as primeiras etapas.

Durante a OBR, a equipe conheceu os projetos dos outros competidores e percebeu que também poderia disputar o reconhecimento por inovação.

“Como os protótipos foram desenvolvidos com base na cultura maker, na qual os estudantes desenvolvem seus protótipos praticamente do zero, o prêmio conquistado passou a ser almejado pelos nossos estudantes no momento da competição”, conta Thiago.

Esse protagonismo também é apontado por Erik como um dos pontos fortes do GREL. Segundo o professor, o grupo já recebeu, em outros anos, premiações relacionadas à inovação, cultura maker e programação.

“É o DNA do nosso grupo, o protagonismo do estudante em fazer algo novo do nada. Temos muito orgulho dos nossos estudantes”, destaca Erik.

Para Thiago, o resultado também serve como incentivo para os próximos trabalhos. “Essa conquista traz uma motivação extra para os estudantes continuarem estudando e desenvolvendo as atividades dentro do grupo. Esse prêmio mostra que o grupo está no caminho certo, andando cada vez mais alinhado à cultura maker”, afirma.

Sobre o GREL

O GREL desenvolve atividades de ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica. No Campus João Pessoa, o grupo reúne estudantes de diferentes níveis de formação, desde o Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio até a graduação.

Dentre os projetos desenvolvidos pelo GREL temos a Hora da Robótica e o Elas na Ciência, de grande impacto acadêmico.

Atualmente, participam do GREL João Pessoa os professores Robério Paredes, Thiago de Carvalho Batista, Erik Farias, Kesia Santos e Thyago Leite, que atuam na orientação das atividades desenvolvidas pelos estudantes.

A conquista do Prêmio INOVAÇÃO OBR 2026 reforça o trabalho desenvolvido pelo grupo e mostra os resultados da participação dos estudantes em projetos de robótica. Além da premiação, a experiência na competição contribuiu para ampliar os conhecimentos da equipe e incentivar os alunos a continuarem desenvolvendo novos projetos.

Kayck Jesse, estagiário de jornalismo do IFPB