As mulheres e meninas que constroem a ciência no IFPB

Conheça estudantes e servidoras que atuam nas áreas de pesquisa e extensão

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No dia 11 de fevereiro é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data importante para pensar a equidade de gênero na produção de ciência e tecnologia. No IFPB Campus João Pessoa, essa data é refletida na atuação de professoras e alunas que pesquisam e inovam em diferentes áreas, fortalecendo o protagonismo feminino.

Na Engenharia Elétrica, a professora Suzete Correia desenvolve pesquisas em Processamento Digital de Sinais de Voz, com aplicações em saúde e segurança biométrica. Para ela, a presença feminina na ciência é estratégica, pois “a ciência produzida por mulheres é essencial para promover a divulgação científica e a inovação tecnológica, diminuindo a desigualdade de gênero”. 

Na área ambiental, a professora Mirella Costa coordena projetos de pesquisa e extensão voltados ao monitoramento da qualidade da água. Ela destaca o protagonismo feminino nesse campo ao lembrar que “as mulheres têm papel central na gestão da água em todos os níveis”, princípio reconhecido internacionalmente.

A professora Alessandra Figueirêdo, da área de Química, articula inclusão e sustentabilidade em projetos que unem Química Verde e formação docente. Ao falar sobre o cenário científico, ela afirma que “a participação das mulheres na ciência ainda é tímida”, defendendo mais políticas públicas de incentivo. Para Alessandra, “a presença feminina é fundamental para a inovação na qualidade das pesquisas”.

Na Computação, a professora Valéria Cavalcanti, coordenadora do Projeto Olímpico de Programação (POP), ressalta a importância da diversidade na produção científica onde “várias cabeças pensam melhor do que uma”. Segundo ela, a mulher traz um olhar atento e sensível ao contexto das pesquisas, contribuindo para soluções mais amplas e inovadoras, inspirando novas gerações.

Entre as estudantes, o protagonismo também é evidente. A aluna Ellen Amâncio, técnica em Eletrônica e graduanda em Engenharia Elétrica, encontrou no projeto Elas na Ciência um espaço de fortalecimento, “um espaço seguro para criar, opinar e compartilhar”. Para ela, ocupar a produção científica é essencial para construir uma ciência mais inclusiva para “garantir que o conhecimento seja desenvolvido para todos, e não apenas para uma parte da sociedade”.

Da mesma forma, Bruna Carvalho, também estudante de Engenharia Elétrica e integrante do Elas na Ciência, destaca o impacto transformador da iniciativa, onde “o projeto vai além da produção científica, ele cria um espaço de acolhimento, incentivo e protagonismo feminino”. Ela reforça ainda que “a diversidade gera inovação”, ampliando perspectivas e fortalecendo um ambiente acadêmico mais justo e representativo.

No IFPB, comemorar o 11 de fevereiro é a confirmação de que meninas e mulheres estão produzindo ciência, liderando projetos e transformando realidades. Quando ocupam laboratórios, grupos de pesquisa e espaços de decisão, tornam a ciência mais diversa, mais humana e mais comprometida com a sociedade.

Texto: Kayck Jesse, Estagiário
Revisão: Juliana Gouveia, Jornalista