OPI (Olímpiada Paraibana de Informática) 2026: IF Sertão Paraibano Campus Itaporanga Mobilizou Estudantes em Dia de Competição e Integração

Após conquistar 17 premiações e superar todas as instituições privadas da Paraíba em 2025 em número de premiações, o Projeto Olímpico de Informática realizou nova edição com 80 competidores e forte presença feminina nas disputas.

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O IF Sertão Paraibano Campus Itaporanga (ainda vinculado ao IFPB) foi, mais uma vez, palco de inovação, raciocínio lógico e muita colaboração. No dia 19 de maio de 2026, ocorreu a aplicação das provas da Olimpíada Paraibana de Informática (OPI), um evento que já se consolidou no calendário da instituição e que carrega o peso de um histórico recente de excelência.

No ano passado, o campus fez história ao conquistar 17 premiações, garantindo a posição de segunda instituição de ensino mais premiada de toda a Paraíba, utilizando como critério o número total de premiações. O feito colocou o campus à frente de todas as instituições da rede privada do estado, elevando as expectativas para a edição deste ano.

A Cultura Olímpica e a Dedicação de um Ano de Treino

No Campus Itaporanga, o sucesso contínuo é fruto do trabalho intenso do Projeto Olímpico de Informática, que chega agora ao seu 4º ano de atuação. O projeto vem crescendo a cada ano, impulsionado pela criação e consolidação de uma verdadeira cultura olímpica dentro do campus, liderada por um corpo docente altamente engajado: os professores Ewerthon Batista, Romeryto Lira, Paulo Muniz, Arley Willer, Daniel Leite e Denys Alexandre.

É fundamental destacar o compromisso desses educadores, que vêm ao longo de um ano inteiro treinando intensamente os alunos para chegarem preparados ao dia da prova. Essa jornada contínua de estudos extraclasse, resolução de problemas e orientação técnica é a verdadeira base do alto rendimento dos estudantes.

A execução do evento contou diretamente com o protagonismo estudantil. Alunos dos cursos Técnico em Informática, Técnico em Edificações e de Engenharia Civil uniram forças para garantir que a organização local da OPI 2026 funcionasse do início ao fim.

A OPI, o Apoio Estadual e a Grande Celebração

Em nível estadual, a Olimpíada Paraibana de Informática é uma iniciativa de grande impacto coordenada pelo professor Rohit Gheyi, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Criada para despertar o interesse pela computação desde a educação básica e preparar talentos para competições nacionais e internacionais, a competição alcança estudantes do litoral ao sertão graças ao fortalecimento de parcerias. A OPI conta com o apoio fundamental de importantes entidades de pesquisa e inovação, com destaque para o Instituto VIRTUS, a própria UFCG e o Laboratório Brain.

O reconhecimento do esforço dos alunos se dá através de quatro tipos de premiações: Medalha de Ouro, Medalha de Prata, Medalha de Bronze e Honra ao Mérito.

Para coroar o desempenho dos participantes, anualmente essas honrarias são entregues em uma mega cerimônia de premiação realizada no Teatro Unifacisa. Neste ano de 2026, a Cerimônia de premiação ocorrerá em novembro. Este grande evento de celebração é organizado pelo coordenador Prof. Rohit, junto aos demais professores da UFCG, Instituto VIRTUS, Laboratório Brain e outras empresas apoiadoras, reunindo as mentes mais brilhantes da tecnologia no estado.

Categorias em Disputa e Representatividade

Nesta edição local, os talentos do Projeto Olímpico do IF Sertão Campus Itaporanga entraram na disputa focados em três categorias de alto nível, com um destaque especial para a diversidade e o incentivo às mulheres na tecnologia. Os alunos competem em:

  • Programação

  • Torneio Feminino Jr.

  • Torneio Feminino Sênior

A competição exige um alto nível de raciocínio lógico e domínio técnico. Durante as provas, os estudantes resolvem problemas complexos desenvolvendo códigos em linguagens de programação amplamente utilizadas no mercado e na academia, como Java, C, Python e C++, entre outras.

O Dia da Competição: Organização e Imersão Tecnológica

A jornada do dia 19 de maio seguiu uma ordem cronológica de acolhimento e foco. O evento teve início com um café da manhã especial, oferecido pelos próprios professores do Projeto Olímpico a todos os competidores e à equipe de apoio. Esse momento de confraternização serviu para diminuir a ansiedade pré-prova e integrar as dezenas de participantes.

Para atender os quase 80 competidores, o planejamento contou com cerca de 30 alunos atuando como monitores, divididos em equipes estratégicas e operando em sincronia ao longo da manhã:

  • Organização do Café da Manhã: Garantindo o abastecimento e o conforto de todos logo no início do dia.

  • Equipe de Mídia: Registrando os melhores momentos, a concentração e a energia dos participantes.

  • Preparação de Crachás: Responsável pela identificação rápida e visual de todos os envolvidos no campus.

  • Check-in e Check-out: Controlando o fluxo e a presença dos alunos, com postos de checagem na área do café e diretamente na entrada dos laboratórios.

  • Organização de Laboratórios: Assegurando que as máquinas, a rede e o ambiente estivessem em perfeitas condições para o exame.

Após o credenciamento, os competidores foram direcionados para o ambiente de prova. As avaliações não ocorreram em salas de aula convencionais, mas sim em três laboratórios de informática bem equipados. Essa escolha garantiu um ambiente de imersão técnica, onde os estudantes puderam realizar os desafios de código e lógica de forma adequada.

O Futuro: Vocação Tecnológica e o Sonho do Ensino Superior

O engajamento massivo e a paixão pela tecnologia revelam a incontestável vocação do campus para a área de informática. Essa vocação não se sustenta apenas na teoria, mas na entrega de resultados firmes e consistentes: ano após ano, os alunos consolidam seu talento trazendo expressivas premiações tanto na Olimpíada Paraibana de Informática (OPI) quanto na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI).

Esse histórico de excelência justifica a necessidade urgente de expansão da oferta acadêmica local. Hoje, o grande sonho dos estudantes é a criação de um curso superior na área — como Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) ou Engenharia de Software — no próprio campus. Essa expansão é vital, pois permitiria que os jovens talentos de Itaporanga e região continuassem seus estudos e se profissionalizassem sem a necessidade de migrar para grandes centros urbanos, como Campina Grande ou João Pessoa. Afinal, nem todas as famílias possuem as condições financeiras necessárias para manter seus filhos estudando longe de casa.

Ao investir no ensino superior local, a instituição reconhece uma vocação tecnológica já provada na prática e garante que essas mentes brilhantes do sertão continuem transformando a realidade ao seu redor por meio da inovação.


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