Conheça a história por trás do título
Ana Paula Rocha, autora da frase vencedora da campanha da DGEP, conta suas vivências como mãe
Com mais de 41% dos votos, a frase de Ana Paula Rocha foi escolhida pela comunidade do IFPB como a campeã da Campanha "Se a sua história como mãe fosse um livro, qual seria o título?", promovida pela Diretoria Geral de Gestão de Pessoas.
Ana Paula de Andrade Rocha tem 45 anos e é pedagoga no IFPB há 15 anos (desses, 12 anos no Campus Sousa). Ela é mãe de Rafaela, que tem 27 anos, e Rafael, hoje com 21 anos de idade.
E é a própria Ana Paula quem nos conta a história por trás do título vencedor: “O Maternar e a Resiliência: um recomeço diário”. Confira:
"Minha vida profissional se confunde com minha maternidade, pois começaram juntas aos 18 anos quando iniciei Pedagogia na UFCG e fui Mãe de Rafaela, hoje com 27 anos, casada e servidora pública; logo após a conclusão do curso, engravidei de Rafael hoje com 21 anos, estudante de Tecnologia da Informação no RN, meus tesouros.
Quando criança eu tinha dúvidas sobre a profissão a seguir, mas eu tinha certeza que queria ser Mãe, que essa sempre seria minha principal missão e realização. As conquistas profissionais e acadêmicas, como graduação, especialização, mestrado, aprovação em concursos, sempre tiveram como objetivo principal meus filhos, poder proporcioná-los educação, saúde e alimentação de qualidade.
Fui Mãe aos 18 anos, gestação planejada e desejada, e o Maternar foi sempre revestido de muita Resiliência, pois além da juventude era uma fase de descobertas em que eu aplicava os conhecimentos pedagógicos adquiridos nas aulas da graduação em minha filha mais velha e geralmente funcionava bem. Em seguida, com a chegada do meu filho caçula, eu acreditei que já era experiente o suficiente e que somente teria que replicar o que pratiquei na primeira maternidade.
Porém, parecia não funcionar, foi aí que entendi que o Recomeço seria Diário, pois o que antes eu aplicava com Rafaela não funcionava com Rafael, passei a entender que cada um tinha necessidades e características distintas e que eu, como Mãe, precisaria conhecê-las. Não foi fácil, precisei ter mais paciência e procurar mais conhecimento para ajudar meu filho, que tinha atraso de fala, seletividade alimentar, comportamento hiperativo, praticamente o oposto da irmã, mas o Amor sempre prevaleceu associado à vontade de acertar.
Mesmo hoje sendo Mãe de dois adultos, o sentimento de proteção continua o mesmo: apesar de já estarem com suas vidas encaminhadas, eu continuo com o mesmo entusiasmo em acompanhá-los de outrora, sempre tentando perceber o que se passa com eles, como posso ajudá-los, tento me fazer presente mesmo quando os quilômetros nos separam. Assim, o Maternar se traduz como atos de amor e cuidado que perpassam o tempo e o espaço.
Nenhum caminho se percorre sozinha e, à minha volta, sempre tive exemplos de Mulheres/Mães fortes e dedicadas, começando por minha Mãe que é meu exemplo maior de dedicação com filhos e netos. Há minhas avós, tias, sogra, primas, amigas, entre tantas outras que conheci nos espaços em que trabalhei e nos círculos de amizade que formei. De cada uma levo um pouco comigo e aproveito para agradecer à minha Mãe, Rita, que sem ela eu não teria chegado até aqui. Ela sempre me ofereceu todo suporte para que eu estudasse, trabalhasse e nos cuidados com os netos.
Agradeço à DGEP pela campanha “Se a sua história de Mãe fosse um livro, qual seria o título?” e pela oportunidade de participar, tendo minha frase como vencedora: “O Maternar e a Resiliência: um recomeço diário”. Através dela, desejo a cada Mãe (biológica, adotiva, mãe de Pet, avó/mãe, tia/mãe, madrinha/mãe...) sabedoria, paciência e persistência, pois “Nada é pequeno se feito com amor; um sorriso, uma palavra amável ou um sacrifício escondido valem muito”. (Santa Teresinha).
Feliz Dia das Mães a toda Comunidade Acadêmica do IFPB, do IFSertão e a toda sociedade civil."







