Projeto “Idosos Mais Felizes” transforma rotina de mulheres idosas por meio da dança
Iniciativa do Campus Cabedelo Centro promove inclusão social, autonomia, convivência comunitária e qualidade de vida
O projeto “Idosos Mais Felizes: Dança, movimento e envelhecimento ativo” tem mudado a vida de dezenas de mulheres idosas ao promover inclusão social, bem-estar e fortalecimento de vínculos por meio da dança e da convivência comunitária. Desenvolvida atualmente no campus Cabedelo Centro, a iniciativa utiliza atividades corporais, memória motora e interação social como ferramentas para estimular o envelhecimento ativo e combater o isolamento social.
Uma das participantes mais antigas do projeto é Janduila Albuquerque, de 65 anos, moradora de Cabedelo. Ela conta que a iniciativa trouxe novos sentidos para sua vida e ampliou suas possibilidades de convivência e aprendizado. “Desde o começo, eu acho que eu fui uma das pioneiras. Desde o começo que eu estou neste projeto. Posso dizer que ele mudou muito a minha vida. Eu só vivia em casa, fazendo trabalhos domésticos, e não tinha outro incentivo. Gosto muito da dança e sei que ela pode nos levar longe”, relata.
Para Janduila, o projeto ajudou a desconstruir a ideia de que o envelhecimento representa o fim da vida ativa e social. “Percebi que envelhecer não se resume a ficar em casa, fazendo serviços domésticos. A gente, em casa, se sente como se fosse uma pessoa esquecida. Muitas pessoas na nossa idade acham que porque se aposentaram, acabou a vida. Não! Aí é onde começa tudo. O projeto me mostrou que a vida não acaba quando a gente fica idosa”, destaca. Ela ainda reforça a importância da iniciativa para todas as participantes. “Eu não sei como seria minha vida e a vida de minhas colegas se o projeto não existisse”, afirma.
A coordenadora do projeto, professora Sílvia Andrade, explica que a proposta surgiu da necessidade de promover qualidade de vida e inclusão social para pessoas idosas, utilizando a dança como instrumento de transformação social. “O projeto está diretamente ligado à necessidade de se promover o envelhecimento ativo das pessoas idosas, através da inclusão social e da melhoria da qualidade de vida. Tudo isso utilizando a dança, o aprendizado motor dessas pessoas, o trabalho de memória e cognição, através de movimentos corporais e da convivência comunitária. O projeto também contribui para reduzir o isolamento social e serve para fortalecer os vínculos afetivos, ampliar sentimentos de pertencimento das idosas”, explica.
Segundo Sílvia, a participação das mulheres nas atividades fortalece a autonomia e rompe preconceitos relacionados à velhice. “Quando essas idosas participam dessas atividades, elas passam a ocupar seus lugares de visibilidade, de autonomia e protagonismo. E terminam rompendo certos estereótipos que estão associados à velhice, como o etarismo”, ressalta.
Verônica Rufino - Proexc

