IFPB divulga relatório preliminar sobre transição para o Instituto Federal do Sertão Paraibano

Documento elaborado por grupo de trabalho com base em escutas da comunidade já foi enviado ao Ministério da Educação

Encontro no campus Princesa Isabel contou com participação expressiva da comunidade estudantil

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) divulgou, nesta terça-feira (12), um relatório técnico preliminar que reúne informações para orientar a transição após a criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Paraibano (IF Sertão-PB). O documento, elaborado por um grupo de trabalho criado pelo Colégio de Dirigentes (Codir), já foi enviado ao Ministério da Educação.

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A nova autarquia foi criada pela Lei nº 15.367, a partir do desmembramento do IFPB. Desde então, o Instituto acompanha as mudanças administrativas, acadêmicas e institucionais, especialmente nas unidades de ensino envolvidas na nova configuração da Rede Federal no estado.

Para a Reitoria, a publicação do relatório, fruto de escuta nos campi situados no Sertão, reforça o compromisso do IFPB com a transparência administrativa, a gestão democrática e a participação da comunidade acadêmica nas decisões estratégicas. Segundo a reitora Mary Roberta Meira Marinho, o documento também expressa o esforço da gestão para conduzir uma transição responsável, baseada no diálogo com a comunidade.

“Este relatório traduz um esforço coletivo de escuta e responsabilidade institucional, além do compromisso com a história da Rede Federal na Paraíba. A criação do IF Sertão-PB é um marco para a educação pública no estado, e o papel do IFPB tem sido assegurar que a transição ocorra com seriedade, respeito às pessoas e atenção às demandas de servidores, estudantes, gestores e comunidades envolvidas”, afirmou.

A reitora acrescentou que o processo conduzido pelo grupo de trabalho evidencia a trajetória, os resultados acadêmicos e a relevância estratégica das unidades do Sertão paraibano. 

Grupo de trabalho esteve no Campus Itaporanga no dia 5 de fevereiro

As escutas foram realizadas nos campi Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Patos, Soledade, Monteiro, Princesa Isabel, Itaporanga e Santa Luzia. Os encontros ocorreram em janeiro e fevereiro e somaram mais de 26 horas de reuniões com servidores, estudantes e representantes da comunidade externa. A metodologia incluiu apresentações institucionais e momentos de diálogo, com registro das contribuições.

Durante a elaboração do relatório, a equipe reuniu informações, registros de encontros presenciais, análises técnicas e contribuições da comunidade acadêmica e da sociedade civil. O material consolida o primeiro ciclo de atividades e reúne os principais pontos sobre a reorganização administrativa da Rede Federal na Paraíba.

Remoção de servidores foi um dos temas mais recorrente nas escutas

Com 56 páginas, incluindo anexos, o relatório mostra que parte das propostas e preocupações da comunidade já vinha sendo levada ao Ministério da Educação, à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e a outros órgãos, à medida que o debate avançava. O documento destaca que a região onde está situada a nova unidade da Rede Federal na Paraíba reúne capacidade acadêmica, administrativa e social consolidada ao longo de décadas, o que sustenta o reconhecimento da autonomia das unidades que passaram a compor o IF Sertão-PB.

O caráter preliminar do documento está ligado à forma como o trabalho foi conduzido. Como havia prazo para apresentar contribuições, o GT realizou um primeiro ciclo de escutas presenciais nas unidades envolvidas, com foco no registro das manifestações e na organização de informações para apoiar decisões institucionais.

Conforme membros do GT, as contribuições obtidas nos campi também ajudaram na tramitação do Projeto de Lei nº 1/2026, permitindo o envio, em tempo hábil, de demandas da comunidade acadêmica ao Congresso Nacional.

Entre os temas mais recorrentes durante as escutas, por exemplo, estava a situação funcional dos servidores. Sobre esse ponto, o relatório mostra que o projeto enviado inicialmente ao Congresso não previa regras específicas de remoção. Após as primeiras escutas, realizadas em Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha e Patos, o IFPB levou a questão ao relator do projeto, o deputado federal Átila Lira.

A proposta defendida pela Reitoria do IFPB buscava garantir o direito de remoção aos servidores que passassem a integrar o IF Sertão-PB, mantendo critérios já adotados. A articulação resultou na inclusão, no texto apresentado pelo relator na Câmara dos Deputados, de dispositivo que prevê esse direito por até dez anos.O texto deixa claro que o procedimento não se confunde com redistribuição entre autarquias.

Reformulação do GT - Decidida pelo Colégio de Dirigentes, a divulgação do relatório marca uma nova etapa no acompanhamento público das ações de implantação do IF Sertão-PB. Com a efetiva criação da nova autarquia e a posse do professor José Ronaldo de Lima como reitor pro tempore, o colegiado decidiu reformular o grupo de trabalho. A mudança busca adequar a atuação à nova fase, voltada a questões operacionais e administrativas da implantação. Nessa etapa, as atividades devem ocorrer em articulação com a gestão do novo instituto, os diretores-gerais das unidades envolvidas e a comunidade acadêmica. Segundo a Reitoria do IFPB, o diálogo e a escuta da comunidade seguem como base para a condução da transição.

DGCOM/IFPB - Com informações do grupo de trabalho | Edição: Angélica Lúcio