Infância sem excessos digitais
Projeto de extensão do Campus Avançado João Pessoa - Zona Sul incentiva uso consciente de telas
A promoção da saúde infantil, com foco no uso adequado de telas digitais na primeira infância, é tema de um projeto de extensão realizado pelo Campus Avançado João Pessoa - Zona Sul. A iniciativa intitulada “Explorando o universo sem telas: ações educativas com pré-escolares e seus educadores” busca conscientizar crianças, educadores e familiares sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Em 2025, as ações do projeto aconteceram no CMEI Dom Carlos Coelho, localizado no bairro dos Bancários, envolvendo crianças matriculadas nas turmas do Pré-escolar I e II, com idades entre quatro e cinco anos, além de seus professores e auxiliares. Por meio de atividades educativas e lúdicas, o projeto pretende estimular a reflexão sobre hábitos digitais e promover práticas mais saudáveis desde os primeiros anos de vida.
A proposta pedagógica aposta em estratégias criativas e interativas para engajar o público infantil, transformando o aprendizado em uma experiência prazerosa e significativa. Dinâmicas, jogos e momentos de troca são utilizados para despertar o interesse das crianças e incentivar a construção de conhecimentos sobre o uso equilibrado das telas. “Trata-se de uma atividade educativa realizada por meio da montagem de um cenário real do universo que foi construído manualmente. Dentro dos planetas desse universo, as crianças encontram imagens de situações em que o uso excessivo de telas pode prejudicar sua saúde, a interação social e o vínculo familiar, comprometendo a alimentação, sono, higiene, etc. Então, a gente aborda esses aspectos e vai dialogando com o grupo de crianças, mostrando os benefícios e os malefícios de se utilizar as telas de forma excessiva no cotidiano da família e da escola”, explica a coordenadora do projeto, Daniele Vieira.
Além de atuar diretamente com os estudantes, o projeto também busca sensibilizar educadores e familiares, fortalecendo o papel desses atores como multiplicadores das informações. A expectativa é que os conteúdos trabalhados em sala de aula ultrapassem os muros da escola, alcançando o ambiente doméstico e contribuindo para a redução do tempo de exposição às telas.
“As crianças, apesar de terem pouca idade, participam ativamente dessa intervenção. As famílias delas também se inserem nesse diálogo, nessa construção coletiva. Ao final, elas recebem um kit de pintura com histórias sobre o mundo sem telas, além de lápis de pintar e um lanche. Nós temos tido muito retorno positivo dessa ação. Então, a gente fica muito feliz com a inserção das crianças, das famílias e da escola nesse processo lúdico”, finaliza Daniele.
Gesyliane Amorim, estudante do curso Técnico em Enfermagem do campus, destaca as contribuições do projeto para sua formação. “Foi uma experiência muito importante na minha formação como técnica. Eu acredito que essa experiência ampliou muito meu olhar como futura profissional porque mostrou que o cuidado não está só no atendimento clínico. Ele está também na prevenção e acontece desde a infância. Estar com as crianças, ter esse diálogo mais lúdico e perceber que elas entenderam o que queríamos transmitir do jeitinho delas, também foi muito bom e ajudou muito na minha forma de pensar e cuidar de crianças”.
O “Explorando o universo sem telas” foi um dos projetos selecionados no edital PROBEXC Projetos, que está com submissões abertas até 17 de abril, por meio do SUAP. Clique aqui e confira o edital.
Verônica Rufino - Proexc

