Estudante do IFPB enriquece currículo com a experiência da mobilidade acadêmica

Emerson Bezerra, do Campus Campina Grande, faz intercâmbio em Portugal

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Os estudantes do IFPB que participam do programa de intercâmbio – Mobilidade Acadêmica, que integra as políticas de internacionalização da educação da Instituição, buscam realizar uma experiência de fortalecimento da formação técnica, científica e humana, em parceria com universidades internacionais.

Esses estudantes conseguem enriquecer os seus currículos técnicos com práticas formativas em nível de excelência no campo tecnológico.

A imersão cultural no estrangeiro possibilita o desenvolvimento da inteligência emocional, no que tange à flexibilidade, resiliência, proatividade além da capacidade de pensar para além dos seus limites geográficos, desenvolvendo habilidades que têm repercussão no mercado de trabalho. Esses estudantes têm a oportunidade de construírem redes de contatos acadêmicos e profissionais globais que poderão ser úteis no futuro.

O aluno do Curso de Engenharia da Computação, Campus Campina Grande, do IFPB, Emerson Ian Bezerra, decidiu deixar a Paraíba e embarcar na aventura de realizar um intercâmbio na Universidade de Coimbra, em Portugal. Ele está cursando disciplinas no mestrado de Engenharia Informática, na referida universidade portuguesa.

Emerson nos contou como está sendo a sua experiência acadêmica, cultural e social em um país da Europa. Acompanhe a entrevista:

Pergunta- Qual a sua principal descoberta, estando em um país da Europa?
Emerson: Minha principal descoberta provavelmente foi o quanto viver fora da nossa zona de conforto nos faz crescer, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Estar em outro país me fez desenvolver mais autonomia, resiliência e uma visão de mundo muito mais ampla.

Pergunta: Por que escolheu Coimbra para o intercâmbio?
Emerson: Escolhi Coimbra por causa da história e da credibilidade da Universidade de Coimbra. Além de ser a mais antiga de Portugal, tendo sido fundada em 1290, antes mesmo da colonização do Brasil, é uma universidade de grande renome.

Pergunta: Quais as dificuldades para se estabelecer em Coimbra?
Emerson: As maiores dificuldades iniciais são relacionadas à imigração e à documentação. Além disso, a questão da moradia também é um grande desafio, visto que Portugal está passando por uma crise habitacional significativa, com aumento nos preços dos aluguéis. Embora isso seja mais intenso em Lisboa, também é possível perceber essa influência em Coimbra.

Pergunta: Quais as expectativas quanto à sua formação?
Emerson: Meu plano é concluir minha formação até o segundo semestre deste ano ou no primeiro semestre do próximo. Aqui em Coimbra, finalizo em junho/julho e concretizo o início do encerramento desse ciclo na Queima das Fitas, onde serei cartolado (finalista) e direi adeus, com lágrimas nos olhos, a Coimbra e a toda essa experiência.

Pergunta: Como está sendo a sua convivência com outros estudantes?
Emerson: A convivência está sendo muito enriquecedora, visto que Coimbra é um polo de estudantes, com um grande número de estudantes internacionais. O contato com diferentes nacionalidades é uma ótima forma de expandir nossa visão de mundo, além de proporcionar a prática de outras línguas. Durante essa experiência, além de conseguir treinar meu inglês, também tive a oportunidade de aprender francês, o que contribuiu ainda mais para o meu desenvolvimento.

Pergunta: Como é a relação com os professores?
Emerson: A maioria dos professores da universidade é bastante atenciosa, assim como a coordenação. Ao saberem que somos estudantes de mobilidade, geralmente são acolhedores e compreensivos em relação a possíveis dificuldades. Um ou outro professor pode ser um pouco mais direto, com aquele jeito português, mas no geral não há do que reclamar.

Pergunta: Como é a relação com os professores?
Emerson: A maioria dos professores da universidade é bastante atenciosa, assim como a coordenação. Ao saberem que somos estudantes de mobilidade, geralmente são acolhedores e compreensivos em relação a possíveis dificuldades. Um ou outro professor pode ser um pouco mais direto, com aquele jeito português, mas no geral não há do que reclamar.

Pergunta: Em termos de organização da sociedade, quais diferenças entre Portugal e Brasil você percebe?
Emerson: Quando cheguei, imaginei que tudo seria muito diferente do Brasil, mas com o tempo passei a perceber várias semelhanças entre as sociedades. Existem algumas diferenças mais visíveis, como na educação no trânsito ou no atendimento em restaurantes, além de uma cultura que pode parecer mais fechada em comparação ao Brasil.
Porém, ao conhecer melhor os portugueses, percebe-se que eles têm, à sua maneira, uma forma de serem carinhosos e simpáticos, assim como nós. Eles podem ser mais diretos, o que é uma característica comum na Europa e que às vezes pode ser interpretada como arrogância.
A maior diferença que percebo está na forma como lidam com a imigração. No Brasil, por ser um país maior, essa questão não é tão central no debate público. Já em Portugal, por ser um país menor e ter recebido muita imigração nos últimos anos, isso se tornou um tema mais sensível, influenciando inclusive em ideias extremistas da direita portuguesa contra imigração.

Pergunta: Qual a importância desse intercâmbio para seu futuro profissional?
Emerson: A principal importância está na ampliação do meu horizonte internacional, tanto para a continuidade dos estudos, como um mestrado, quanto para o mercado de trabalho. Estar aqui facilita o entendimento do mercado internacional e a adaptação a ele.

Pergunta: Qual a importância do programa Estudante Convênio do IFPB, na sua concepção?
Emerson: É enorme, pois sem o convênio do IFPB acredito que não estaria aqui ou que essas oportunidades seriam muito mais difíceis de alcançar. Pergunta: O que diz sobre o apoio da Arinter?
A Arinter foi e continua sendo essencial em todo o processo, desde a documentação para imigração até o apoio com bolsas, auxílios e contratos de estudos das disciplinas cursadas aqui.

Pergunta: O que diz sobre o apoio da Arinter?
A Arinter foi e continua sendo essencial em todo o processo, desde a documentação para imigração até o apoio com bolsas, auxílios e contratos de estudos das disciplinas cursadas aqui.

Pergunta: Como você se mantem em Portugal: com ajuda da família ou com auxílio da instituição?
Emerson: Atualmente me mantenho em Portugal graças aos auxílios disponibilizados pela Arinter e pelo IFPB, além do apoio da minha família.

Pergunta: O que diz aos colegas do IFPB sobre essa experiência?
Emerson: Eu recomendo completamente. Mesmo que haja algum atraso no curso, essa é uma experiência que me permitiu dar um passo além do Brasil, não só entendendo o mercado internacional, mas também aprendendo novas línguas, conhecendo oportunidades de mestrado e iniciando processos de documentação. Minha forma de pensar e meus planos para o futuro mudaram completamente após o intercâmbio, e sou muito grato ao IFPB e à Arinter por essa oportunidade.

*Crisvalter Medeiros, jornalista