II Ciclo de Formação em Incubação Solidária reúne participantes de oito campi
Evento teve feira, palestra, GTs, apresentação artística e vivência em comunidade quilombola
O II Ciclo de Formação em Incubação Solidária do Instituto Federal da Paraíba reuniu estudantes, servidores e participantes externos durante dois dias intensos de programação na capital paraibana. O evento foi organizado pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Solidários (Incutes), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), para estimular a conexão entre os membros da comunidade acadêmica que participam de atividades envolvendo a economia solidária.
O evento iniciou com uma apresentação do grupo musical Afrosonoro, na manhã de segunda-feira, 11 de agosto, no auditório de Engenharia Elétrica no campus João Pessoa do IFPB. A pró-reitora de Extensão e Cultura, Josi Batista, fez questão de abrir oficialmente o evento ao lado da coordenadora do Incutes, Ana Paula Almeida. Em seguida, foi aberta uma roda de conversa para conhecer um pouco da experiência de cada campus do IFPB com a economia solidária.
Atualmente, há três campi do IFPB com núcleos de economia solidária: João Pessoa, Campina Grande e Guarabira. “Nesse evento, nós temos participação de oito campi do IFPB que estão em processo de diálogo tanto de projetos de extensão como também de criação de Núcleos no intuito de interiorizar essa ação que visa assessorar grupos, cooperativas, associações, coletivos através da Economia Solidária. Trabalhadores e trabalhadoras que vivem do artesanato, da cultura, trabalham com agricultura familiar, com produção de alimentos nas mais diversas áreas e de forma grupal”, destacou Ana Paula.
Na parte da tarde, os participantes se deslocaram para o município de Conde, até o Quilombo Ipiranga, onde presenciaram uma apresentação de Coco de Roda da comunidade. “São áreas de 13 assentamentos de reforma agrária e entre elas estão as duas comunidades quilombolas do Ipiranga e do Gurugi”, explicou Ana Paula. A ideia da organização do evento foi ouvir as vivências de diversos grupos que têm empreendimentos solidários. Entre eles, estavam grupos do Conde, João Pessoa e Pitimbu, com participação majoritariamente de mulheres.
“As mulheres puderam nos falar do desafio que é manter uma experiência coletiva, mas como isso é possível e falam também que toda ação é desenvolvida a partir dos princípios da solidariedade, do justo e principalmente, da não exploração e da sustentabilidade”, destacou Ana Paula.
Na terça-feira, o Ciclo iniciou com a abertura da Feira de Economia Solidária no pátio do Campus João Pessoa, com 18 empreendedores de artesanato e culinária da região metropolitana. Grupos de Trabalhos foram formados para discutir estratégias de fortalecimento para as incubadoras de empreendedorismo solidário.
No período da tarde, foi realizada palestra com a professora Dra. Lia Tiriba, da Universidade Federal Fluminense (UFF) com o tema “Economia Solidária: o que ela não é, parece ser e pode vir a ser”. Em sua fala, Lia destacou que o modo de produção capitalista não pode ser visto como o único possível, principalmente porque está comprometido com a escassez dos recursos naturais. A economia solidária é vista como uma alternativa que vai possibilitar uma melhor convivência entre os seres humanos e destes com a natureza, construindo uma relação mais justa.


