Estudantes do IFPB se destacam em competição nacional de inovação pelo segundo ano seguido
O Campus Mobile, um dos principais programas de inovação e empreendedorismo do país. Se vencerem a competição, os estudantes participarão de uma imersão no Vale do Silício
Três projetos de estudantes do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) – Campus Cajazeiras foram selecionados para a 14ª edição do Campus Mobile, um dos principais programas de inovação e empreendedorismo do país, promovido pelo Instituto Claro em parceria com a Poli-USP. Pelo segundo ano consecutivo, alunos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) se destacam na competição nacional.
Em 2026, o programa registrou recorde de participação, com 477 projetos e cerca de 900 inscritos. Nesse cenário, o IFPB garantiu vaga na Semana Imersiva, em São Paulo, com os projetos Diztória, Max Learning (categoria Educação) e Verde Árido (Green Tech & Agtech).
A programação, realizada entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro, reuniu mentorias, oficinas e palestras. Durante a etapa, o projeto Verde Árido avançou para a final em sua categoria e conquistou premiação de R$ 2.700.
A fase final segue até junho de 2026, com foco no desenvolvimento dos protótipos e avaliação por banca especializada. Os projetos que cumprirem as metas poderão receber até R$ 9.000.
Como prêmio final, os vencedores participarão de uma imersão no Vale do Silício, nos Estados Unidos, com visitas a empresas e instituições de referência em tecnologia, prevista para outubro de 2026.
Entre os projetos selecionados, o MaxLearning reflete o entusiasmo dos participantes. O estudante Rafael de Sousa Ferreira afirma que as expectativas são altas e acredita que a experiência no Campus Mobile pode impactar positivamente sua trajetória pessoal e profissional.
Outro destaque é o Diztória. Para Maria Eloisa Valença Félix, participar novamente do programa representa uma oportunidade valiosa de aprendizado, troca de experiências e contato com especialistas, contribuindo tanto para o crescimento pessoal quanto para o desenvolvimento de habilidades profissionais como criatividade, trabalho em equipe e visão empreendedora.
Já o Verde Árido aposta em soluções voltadas ao semiárido. Segundo Francisco André Martins Pamplona Filho, o projeto atua junto a agricultores no enfrentamento da seca, com manejo de palma forrageira e orientações que vão do preparo do solo à alimentação do rebanho, buscando aumentar a produtividade e o lucro.
De acordo com o coordenador do curso de ADS, Fábio Abrantes Diniz, a aprovação dos projetos pelo segundo ano consecutivo reforça o papel do campus como um polo de produção tecnológica. Ele destaca que o objetivo do curso é formar profissionais críticos e inovadores, e que o resultado reflete o trabalho conjunto entre ensino, pesquisa e mentoria, além do apoio institucional à participação dos estudantes.




