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DCE e ASSEGT colaboram com a construção do Programa de Atividades não Presenciais do IFPB

Além do protagonismo estudantil outros atores institucionais também estão participando, democraticamente, da elaboração do documento.
por publicado: 27/06/2020 12h31 última modificação: 27/06/2020 13h38

Líderes do DCE e da ASSEGT estão construindo com os gestores do Instituto Federal da Paraíba um programa de oferta de atividades não presenciais no âmbito do IFPB. Reitor, pró-reitores e estudantes buscam solução para as demandas emergenciais impostas pela pandemia.

O protagonismo estudantil vem sendo estimulado pela gestão do IFPB na construção desse documento. A nossa reportagem ouviu algumas vozes consonantes com os estudantes e gestores envolvidos no processo. A ideia é compreender o que de fato vem sendo fomentado pela Reitoria e pelas Pró-reitorias de Assuntos Estudantis (PRAE) e de Ensino (PRE).

Arthur Lira, estudante de MSI (Manutenção e Suporte em Informática) e coordenador geral da Associação dos Grêmios Técnicos (ASSEGT), afirmou que a entidade vem defendendo perante a Reitoria que nenhum estudante da instituição fique de fora das atividades de ensino não presenciais.

Falando em nome dos colegas da ASSEGT, Arthur destacou que o reitor e sua equipe têm demonstrado sensibilidade na busca de solução para alcançar os estudantes da instituição que, por exemplo, não tem acesso à Internet. “Principalmente com aqueles que não têm recursos instrucionais para realizar seus estudos a partir de seus lares”, destacou Arthur.

Com relação à postura dos gestores, Arthur ressaltou que a Reitoria tem sido muito solícita com os pleitos apresentados pelos estudantes gremistas. “Nicácio, Macedo e Mary sempre estiveram abertos ao diálogo e dispostos a encontrar solução para os nossos dilemas que passam, também, pelas questões emocionais e psicológicas de cada estudante”, acrescentou o representante ao frisar que este momento pandêmico é extremamente danoso e que na medida do possível a reitoria vem reagindo bem em favor da comunidade estudantil.

O pró-reitor Manoel Macedo disse que a PRAE foi criada com a função de estimular um diálogo permanente com os estudantes durante sua vida acadêmica no IFPB e, principalmente, nessas horas em que surge uma situação delicada, em função da pandemia. A pasta conduzida pelo professor Macedo colabora para que o processo de construção das políticas de atendimento aos estudantes se materialize e “consolide o protagonismo estudantil no Instituto Federal da Paraíba”.

“Mais uma vez, colocamos os estudantes dentro do processo de tomada de decisões para que a comunidade estudantil continue se sentindo construtora das políticas institucionais”, assegura o pró-reitor Manoel Macedo. 

Alex da Silva Santos, coordenador de formação política do DCE, Campus João Pessoa, revelou que inicialmente as entidades estudantis tinham uma imagem distorcida da proposta de implantação das atividades não presenciais no IFPB.

“Mas, não era bem assim, depois tomamos conhecimento da iniciativa da reitoria, por meio da PRAE, de incluir os estudantes no centro das discussões e, desde então, passamos a colaborar efetivamente com a construção do modelo de programa que vem sendo delineado, democraticamente, para as atividades não presenciais”, esclarece Alex ao defender que o documento em construção não foi uma medida impositiva, mas construída, coletivamente, a partir de uma minuta apresentada pela Reitoria.

Outro fato importante apontado por Alex neste contexto da presença estudantil nas discussões, em pauta, são os resultados imediatos já colhidos pelos estudantes. “Um exemplo claro tem sido a qualificação das informações que estamos, constantemente, repassando aos nossos colegas na base”, sugeriu o estudante ao lembrar a complexidade em fazer as informações chegarem de forma efetiva ao conhecimento de todos os interessados.

“Fazer fluir o ensino não presencial não é tarefa fácil, requer muito planejamento e discussão. Veja, por exemplo, a dificuldade do Campus João Pessoa, uma Unidade instalada dentro de uma grande cidade que abrange municípios na área metropolitana, como Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Alhandra, Pitimbú, etc. Gente que mora na zona rural, dentre outros locais de difícil acesso, só vai conseguir usufruir de um ensino de qualidade se de fato houver um plano de inclusão digital competente”, sugere Alex ao falar das medidas essenciais que vem sendo adotadas pelo IFPB.

De fato, a representação estudantil vem contribuindo efetivamente com a formatação do projeto institucional. “Encontros recentes têm sido fundamentais para os avanços dessa matéria pertinente ao ensino não presencial”, destaca o reitor Nicácio que esteve com sua equipe gestora reunidos com os estudantes nesta sexta-feira (26) e no último dia 19. Os estudantes do Ensino Técnico têm colaborado com suas instâncias representativas nos campi e as lideranças do DCE por meio de sua representação estadual. Os diretores gerais dos campi têm estabelecido um frequente diálogo tanto com os estudantes quanto com os pais.

A pró-reitora Mary Roberta lembra que a colaboração dos estudantes, tanto do DCE quanto da ASSEGT, vai além das discussões, passa pelas questões práticas como as contribuições iniciais dadas no aperfeiçoamento e encaminhamento das minutas construídas pela equipe técnica da PRE, pelos diretores de desenvolvimento de ensino dos campi, pela diretoria de educação profissional, diretoria de ensino superior, diretoria de articulação pedagógica, dentre outros setores do IFPB. Tais documentos estão disponíveis no portal da instituição para apreciação da comunidade acadêmica e, posteriormente, pelos órgãos colegiados Codir e Consuper.

 “O mais importante, em todo esse trabalho, é o compromisso assumido pelos estudantes de continuarem contribuindo como coprodutores do processo como um todo, fortalecendo as relações ‘estudante busca estudante’, visando garantir que os colegas estejam incluídos nesse momento solidário em que todas as pessoas importam”, conceitua a pró-reitora Mary Roberta.

Para o reitor Nicácio Lopes, o protagonismo estudantil é fundamental para a consolidação do processo democrático no Instituto Federal da Paraíba. “Por isso temos estimulado a participação efetiva dos estudantes do IFPB na nossa gestão, para que eles se sintam construtores de uma nova história institucional, reconhecidamente, pelos seus laços afetivos e democráticos”, finalizou Nicácio.

•             Filipe Donner – Jornalista e Diretor Geral de Comunicação e Marketing do IFPB