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PRPIPG encaminha pesquisa de estudantes para Prêmio do CNPq

Estudantes dos Campi João Pessoa, Picuí e Sousa concorrerão com projetos ao 14º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq
por Gustavo Rodrigues publicado: 16/03/2017 16h39 última modificação: 21/03/2017 15h36

O Comitê Institucional de Pesquisa do IFPB, colegiado da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (PRPIPG), escolheu os projetos de pesquisa que concorrerão ao 14º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, representando a Instituição. Nesta edição, o evento vai premiar os trabalhos em três categorias: “Bolsista de Iniciação Científica”, “Bolsista de Iniciação Tecnológica” e “Mérito Institucional”.

Premio_picui_01.jpgNa Categoria “Bolsista de Iniciação Científica”, a estudante indicada foi Vanderléia Fernanda dos Santos Araújo, do Curso de Tecnologia em Agroecologia, do Campus Picuí. O projeto “Biometria do feijão caupi em resposta às doses de fosfato natural reativo e seu efeito residual” foi orientado pelo professor José Lucínio de Oliveira Freire.

Para Vanderléia, o projeto de pesquisa tem sido importante para sua vida pessoal e acadêmica. “Com os resultados obtidos no trabalho, percebi que a aplicabilidade da fonte de fosfato natural teve efeito significativo na produção do feijão macassar, garantindo um aumento para os produtores de agricultura familiar”, comentou a estudante.

De acordo com o professor orientador José Lucínio, buscou-se o envolvimento dos alunos do Curso de Agroecologia do Campus Picuí e do corpo docente. “Não poderia deixar de enaltecer a participação do professor Jandeilson Alves de Arruda como coorientador da pesquisa em tela. O Curimataú paraibano é conhecido como região produtora de feijão macassar, onde os cultivos são feitos por agricultores familiares em épocas de chuvas, que são escassas, e em solos de fertilidade baixa, com restrições, principalmente em fósforo. Isso são fatores limitantes à produção satisfatória dessa importante cultura. A pesquisa que concorre à premiação procurou observar se haveria resposta positiva desses solos quando fertilizados com fonte de fósforo de base agroecológica, o que foi auspicioso no que se pretendeu alcançar”, explicou o professor.

fotos1.jpgNa categoria “Bolsista de Iniciação Tecnológica”, foram indicados dois trabalhos. Na grande área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, a estudante indicada ao prêmio foi Marília Gabriela Alves Rodrigues Santos, do Curso Engenharia Elétrica do Campus João Pessoa, com o projeto “Análise de textura em imagens de tomografia computadorizada para detecção de AVC”, trabalho orientado pelo professor Carlos Danilo Miranda Regis.

Para Marília Santos, “no projeto desenvolvido tive a oportunidade de conhecer a área de pesquisa, com a qual me identifiquei e pretendo continuar”.

De acordo com o professor Carlos Danilo, o algoritmo de análise de textura em tomografia computadorizada para detecção do AVC, apresentou uma forma de solucionar problemas com o conhecimento adquirido, auxiliando assim os profissionais da área.  De forma que com a utilização dessa aplicação, que apresenta confiabilidade, poderá de forma rápida auxiliar os médicos na identifica o AVC no estágio inicial e diferenciar o AVCi do AVCh.

“O projeto se desenvolveu muito bem e obteve resultados acima dos esperados. Como prêmio, o projeto recebeu uma menção honrosa no Simpósio Brasileiro de Telecomunicações e Processamento de Sinais pelo artigo Avaliação Estatística dos Descritores de Haralick na Detecção do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico”, afirmou o professor.

IMG-20170314-WA0033.jpgNa grande área de Ciências da Vida, a estudante indicada foi Maiane da Silva Barbosa, do Curso Tecnologia em Alimentos, do Campus Sousa, com o projeto “Aproveitamento de resíduos da indústria alimentícia como alternativa nutricional na elaboração de biscoito”, trabalho orientado pela professora Dalany Menezes Oliveira.

Para Maiane Brbosa, o projeto visou, sobretudo, desenvolver um produto com alto valor nutricional, possibilitando o aproveitamento de resíduos da indústria alimentícia como alternativa na elaboração de biscoitos além de conscientizar a população diante do desperdício gerado ao longo da cadeia produtiva. Aliado a isso, possibilitou o desenvolvimento, dentro de uma perspectiva regional, de um novo produto para comercialização. 

De acordo com a professora Dalany Oliveira, pouco se sabe o que fazer com os resíduos da indústria de doces da região para o aproveitamento na alimentação. Esses resíduos apresentam um elevado teor nutricional, que frequentemente são desperdiçados. Portanto existe a necessidade de orientar os responsáveis das empresas para realizar um excelente controle de qualidade de alimentos desde a obtenção da matéria-prima até o produto final, bem como a melhor forma de acondicionamento dos resíduos, sem que haja contaminação, para sua  utilização como matéria-prima como parte dos ingredientes para elaboração de novos produtos. 

“Este projeto vai além da pesquisa no laboratório no nosso Campus, tem também o contato com os profissionais inseridos nas indústrias da região, sendo muito importante para o melhor desenvolvimento dos estudantes, que vão vivenciar as condições reais das problemáticas do mundo do trabalho e atuarão na resolução de problemas que o setor industrial necessita”, explicou a professora.

Para a Pró-Reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Francilda Araújo Inácio, o encaminhamento de projetos de pesquisa do IFPB para o CNPq representa o resultado dos trabalhos que vem sendo feitos com o envolvimento de pesquisadores e estudantes e a PRPIPG, através da Diretoria de Pesquisa, empreendeu esta escolha, encaminhando os projetos para a análise criteriosa para estudo do nosso Comitê de Pesquisa.

“Esses projetos representam uma projeção de nosso esforço institucional em prol do avanço da pesquisa. É uma oportunidade que temos de projetar nacionalmente as pesquisas realizadas em nosso Instituto. Foram apreciados muitos projetos de qualidade, de grande relevância. A ideia é que nós participemos cada vez mais de Prêmios como este para projetar nosso trabalho e nos colocar no meio das grandes instituições de ensino do País, que fazem esse encaminhamento todos os anos. O esforço de nossos estudantes e pesquisadores merece esse destaque, que nós estamos reconhecendo com muita satisfação”, finalizou a Pró-Reitora.